segunda-feira, 17 de março de 2008

O uso inapropriado do Eco

Este texto faz parte da Blogagem Inédita proposta pelo Interney: Trata-se de um assunto não publicado em nenhuma outra fonte. Todas as pesquisas, fotos e entrevistas necessárias para a publicação desse conteúdo foram feitas exclusivamente pelo Rastro de Carbono.
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Depois da chegada da nova onda pró-ambiental, devido ao aquecimento global e toda a ciência e política envolvida no caso, fica cada vez mais comum empresas, indústrias, publicidades, e afins, buscarem clientes prometendo, digamos, "eco-coisas".
Os produtos que se dizem ecologicamente corretos invadem as propagandas de TV, a gasolina do seu carro, o guarda-roupa, os lançamentos em eletrodomésticos, as prateleiras dos supermercados e toda uma gama de produtos "verdes" começa a invadir nossa vida.
Vamos ao estudo de caso, que pesquisei durante essa semana:
A empresa "eco-coisas" em questão é dona de empreendimentos imobiliários. Entre as vantagens de se ter um imóvel "eco-coisa" estão a captação de água de chuva, um pomar na área comum, rochas vulcânicas vindas de sei lá de onde pras churrasqueiras individuais em cada apartamento e um tal de elevador ecológico, revestido com madeira de reflorestamento com som ambiente e imagens da natureza.
A crítica começa aqui. Som e imagens da natureza no elevador é um consumo de energia absolutamente desnecessário. Fora a área comum com brinquedoteca, sauna, fitness, sala de estudos e mais um sem número de "vantagens" que todo mundo que mora em apartamento sabe que depois da festinha inicial da novidade ninguém mais usa, só mostram o total descaso com o meio ambiente.
Aliás, as empresas "eco-coisas" em geral, mostram que na verdade, a idéia não é promover uma discussão ou uma conscientização sobre o tema, mas sim vender um produto com uma roupagem "verde" que não existe.
Voltemos ao estudo de caso. O empreendimento "eco-coisa" foi lançado esse final de semana, e, como não podia deixar de ser, botou propagandas espalhadas por todo o bairro onde o dito cujo do empreendimento está. Folhetos com propaganda no semáforo, meninas com bandeirolas na esquina, cartazes e cartazes - aqueles que junto com os panfletos estão proibidos pela lei cidade limpa - e garotas menores de idade trabalhando por um dinheiro mínimo pra saírem correndo com as tais propagandas caso alguma fiscalização apareça.
Benditos produtos "eco-coisas"! O mínimo do bom senso e da coerência seria esperar que os tais futuros moradores do empreendimento "eco-coisa" não estejam buscando um empreendimento "verde". Espero que eles estejam plenamente conscientes de que, de "verde" o produto que eles compram não tem nada. Pelo menos assim, a propaganda não teria servido de nada e seria só mais um empreendimento imobiliário como os vários, todos voltados para o consumo excessivo de toda e qualquer "novidade" que apareça por aí e faça brotar mais dinheiro nos cofres de alguém.
Abaixo, mando as fotos de um dos cartazes da "eco-coisas" e mais a fachada do apartamento decorado, com holofotes de luz todas as noites apontando o céu de Sampa.

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sábado, 8 de março de 2008

Mulheres...

Não é a toa que Pachamama é a deusa da Terra. Nem que Yara é a deusa das águas. Parece que a muito tempo se sabe que, se alguém tem que dar atenção ao planeta, esse alguém somos nós, mulheres.

Nós mulheres somos os seres dotados da força, da vontade, do poder de dar continuidade à humanidade. E, fato é, somos as responsáveis pela educação ambiental das pessoas que nos cercam. E é a partir de nós que mudanças são feitas no estilo de vida da nossa família.

+ Quem controla o tempo do banho dos filhos?
+ Quem vai ao supermercado e leva sacolas retornáveis, caixas desmontáveis?
+ Quem é que controla os gastos de água e energia elétrica de casa?
+ Quem escolhe o cardápio da semana?

Se "uma mulher" não for pelo menos 80% das respostas dadas para as perguntas, eu me dou por vencida e me calo.

Somos nós as verdadeiras responsáveis pelas mudanças de hábitos na nossa casa, no nosso trabalho, com os nossos amigos. Querendo ou não, somos exemplos para nossos pais, nossa família. O poder de mudar hábitos está nas nossas mãos. Se inventamos não comer carne um dia da semana, a família toda vai ter que ser vegetariana por um dia. Se inventamos que o banho em casa não pode ser no horário de pico e deve ser curto, a família responde. Se resolvemos não usar sacolas plásticas do supermercado, não usamos. E, até podemos mudar alguns amigos se resolvemos levar um copo de vidro pro escritório, evitando os plásticos.

Mulheres! Fato é que somos todos os dias, um pouco Mãe-Terra.

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Catch the wind



Clicando na figura acima, você verá uma das mais recentes propagandas da GE, empresa de energia limpa, desalinização de águas entre outras atividades. Para ver mais propagandas do grupo, vá em Ecomagination.

Via: Folha Verde

Letra da música:

Catch the wind
Donovan

In the chilly hours and minutes,
Of uncertainty, I want to be,
In the warm hold of your loving mind.

To feel you all around me,
And to take your hand, along the sand,
Ah, but I may as well try and catch the wind.

When sundown pales the sky,
I wanna hide a while, behind your smile,
And everywhere I'd look, your eyes I'd find.

For me to love you now,
Would be the sweetest thing, 'twould make me sing,
Ah, but I may as well, try and catch the wind.

When rain has hung the leaves with tears,
I want you near, to kill my fears
To help me to leave all my blues behind.

For standin' in your heart,
Is where I want to be, and I long to be,
Ah, but I may as well, try and catch the wind.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Eletrônicos ecologicamente corretos

Na linha dos produtos ecologicamente corretos, fico feliz ao encontrar, na indústria de eletrodomésticos, através de legislação pertinente do Ministério de Minas e Energia, uma preocupação com a eficiência energética.

Segundo a ELETROS – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, 100% dos produtos das linhas de refrigeradores, freezers e condicionadores de ar fabricados já estão totalmente enquadrados nas novas exigências de eficiência energética desde o início de 2007. Mas existem tecnologias cada vez mais limpas disponíveis por aí.

Em recente pesquisa do Instituto Akatu ("Como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente?"), 37% dos consumidores brasileiros aceitam pagar entre 25 a 35% a mais pelos produtos que tenham um selo verde, que dão crédito aos produtos que estão de acordo com a legislação ambiental vigente.

Com a indústria aberta aos desafios de se produzir produtos ecologicamente corretos e os consumidores, dispostos a pagar pelo desenvolvimento das pesquisas, encontramos alguns produtos realmente muito bons, por exemplo:

Ar condicionado que usa em seu processo de refrigeração água, no lugar de gás. O aparelho economiza até 95% da energia consumida por um modelo tradicional.

Máquina de Lavar Roupas que possui sensores que identificam a quantidade de roupa na máquina e calcula o volume de água necessário para cada ciclo, evitando o desperídicio.

Refrigerador que utiliza o gás isobutano, ao invés de HFCs para refrigeração.

Saiba mais:

+ Instituto Akatu
+ Revista Veja (para assintantes Veja e UOL)

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A sopa de plástico do Giro do pacífico Norte

Eu fiquei sem palavras. Então vou deixar que imagens, vídeos e textos falem por mim.

Imagens










Vídeo (em inglês)

Parte I:

Parte II:


Texto (com excelentes referências)
Brontossauros em meu Jardim

NÃO USE SACOLAS PLÁSTICAS PARA CARREGAR COMPRAS DO SUPERMERCADO

PREFIRA PRODUTOS SEM EMBALAGENS PLÁSTICAS

CONSUMA REFRIGERANTES QUE UTILIZEM GARRAFAS DE VIDRO RETORNÁVEIS

ENCAMINHE SEU LIXO PARA RECICLAGEM

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domingo, 24 de fevereiro de 2008

Rastro de Carbono no Repórter Eco

Hoje o Rastro de Carbono foi ao ar pela primeira vez! E entrou em cena com estilo, numa reportagem do Repórter Eco, exibido pela TV Cultura.

Basicamente, falei sobre o que penso sobre o papel deste blog. Para quem chega agora, o Rastro de Carbono é uma tentativa de desassociar a causa ambiental, principalmente relativa à mudanças climáticas, de um pensamento negativista e catastrofista - que na minha opinião só traz insegurança, desconforto e uma sensação de impotência para mudanças de padrões de vida e de consumo, principalmente.

Sendo assim, nestes posts o leitor deve encontrar informações científicas sobre às causas e consequências das emissões de gases do efeito estufa, divulgação científica, com as recentes discussões travadas nas melhores revistas científicas do mundo e algumas dicas de ações pessoais que, sem danos grandes à comodidade da vida, podem ajudar a reduzir o consumo pessoal de carbono equivalente de cada um de nós.

Se você é novo por aqui, divirta-se comigo nestes posts. Se você é um leitor antigo, deve encontrar um Rastro de Carbono ainda mais ousado e amplo daqui pra frente, com temas como sustentabilidade, empreendimentos no setor, denúncias de falsos "ecologicamente corretos" e muito mais.

Aí vai o link do vídeo da matéria exibida hoje, APROVEITE!
http://www.tvcultura.com.br/reportereco/materia.asp?materiaid=768

É só clicar em "ASSISTA AO VÍDEO". Devo dizer que apareço só nos minutos finais!

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Maluh Barciotte, uma diva!

O que é bom merece propaganda. E como estou marketeira hoje, publico também o link para acesso aos excelentes vídeos protagonizados pela querida Maluh Barciotte. Quer saber mais sobre sacolas plásticas, lixo "invisível", os 3 R´s e reciclagem?

Acesse a revista diva (desconsidere as propagandas da multinacional) e, do lado inferior a direita, clique para assistir aos vídeos.

Parabéns Maluh!

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Os Clubes da Cidade

Novata em São Paulo, descobri recentemente os Clubes da Cidade. Tenho o imenso privilégio de morar do lado de um deles. Para mim, os clubes da cidade refletem o que uma prefeitura pode fazer de admirável, numa administração. Se um dos tripés da sustentabilidade é o respeito ao cidadão, nos clubes da cidade vemos esse respeito levado a sério.

Primeiro. Os Clubes da Cidade são inteiramente grátis. Desde a inscrição, até os exames médicos, tudo é grátis. Como se não bastasse, os clubes da cidade oferecem cursos como de hidroginástica, natação, vôlei, futebol, capoeira, ginástica localizada, alongamento e há quem diga que alguns deles ainda fornecem cursos de garçons, baristas e artesanatos em geral.

Segundo. Depois das atividades físicas, os inscritos ganham "lanchinhos" para recobrar as energias. Para a criançada que faz natação por aqui, barras de cereal e achocolatados!

Terceiro. Os professores são de qualidade. Por vezes, muito melhores do que de muita academia que eu já tive o desprazer de frequentar.

Quarto. A administração do clube da cidade fica responsável por fazer pedidos de material para a prefeitura. E, pelo menos da área da piscina, que é o que mais me interessa, os materiais são muito bons. Pranchas, bastões para hidroginástica, tudo de ótima qualidade.

O bom é saber que o dinheiro dos impostos é, em parte, direcionado para uma iniciativa tão saudável como esta. E, engana-se quem acha que é impossível conseguir uma vaga. Infelizmente vivemos num país onde nossas experiências passada nos alertam, às vezes erroneamente, de que, o que é público, é ruim. No clube da cidade aqui pertinho de casa sobram vagas para os mais diversos esportes.

E antes de me chamarem de "Poliana", eu sei sim que a Cidade de São Paulo, como exemplo para todo o Brasil, tem problemas. Mas fazer propaganda do que é bom, não custa nada. Pelo menos pra mim.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Agende - 7 a 9 de março

O que: 3ª Conferência Estadual do Meio Ambiente
Onde: Belém, Pará
Quando: de 7 a 9 de março
Tema do encontro: “Amazônia e as mudanças climáticas globais”.
Objetivo: Fortalecer as políticas ambientais e o uso sustentável dos recursos naturais do Estado do Pará.
Mais informações: www.sema.pa.gov.br

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Atividade solar, aerossóis, cientistas e outros bichos

Duas matérias que eu li hoje e que são absolutamente contraditórias.

A primeira, publicada na FolhaOnline sob o título: "Grupo contraria teorias sobre o aquecimento global e critica IPCC", fala sobre a visita de um grupo de cientistas brasileiros ao Ministro Sérgio Rezende (MCT) para entregar um documento questioando a influência da ação humana no aquecimento global. Segundo a FolhaOnline, os dados apresentados no documento fazem parte de um estudo internacional, o Cloud, que se concentra nas análises da influência de raios cósmicos na atmosfera terrestre. Segundo os dados do Cloud, a temperatura média do planeta Terra estará mais baixa em 20 anos. Por estes dados, as modelagens climáticas que consideram vários fatores e os cenários de elevação de temperatura (não só raios cósmicos), propostos pelo IPCC estariam todos equivocados e as emissões antrópicas seriam uma falácia.

A segunda matéria vêm do Agência FAPESP, sob o título: "Contramão climática", que aborda os estudos feitos pelo Cloud (uia! o mesmo lá do primeiro artigo!), que, como já dito, defende o resfriamento do planeta nos próximos anos, devido à influência dos raios cósmicos sobre a concentração da poeira cósmica, que por sua vez altera a concentração de aerossóis na atmosfera, que por sua vez aumenta a probabilidade de ocorrência de nuvens baixas, com consequente diminuição na temperatura do planeta (uma vez que mais nuvens significa menos radiação incidindo sobre a superfície terrestre). “Nos próximos 50 anos o número de raios deverá aumentar consideravelmente, elevando a produção de nuvens baixas. Isso deverá gerar um resfriamento da Terra que não apenas vai compensar o aquecimento causado pela ação antropogênica, mas que deverá superá-lo, podendo levar a um efetivo resfriamento global”, disse Stozhkov, um dos autores do estudo.

Destaque meu vai para a parte em que Stozhkov reafirma a participação antropogênica num provável aquecimento global, obtido pela análise de vários modelos matemáticos para o clima. E aí vem a questão: Dá pra acreditar nos cientistas brasileiros que foram até o MCT hoje? É o velho hábito de tentar dar mais valor ao seu próprio estudo do que a um estudo grande, feito por vários cientistas, como no caso do IPCC. Este hábito, acompanhado daquele que não analisa as reais conclusões de um estudo e extrapola resultados e pronto!, está feita a confusão.

Fora tudo isso, sabe-se que há grande controvérsia em relação a participação dos aerossóis na formação de nuvens e consequente resfriamento da superfície terrestre, como já publiquei AQUI e AQUI e pode ser lido com mais detalhes AQUI. Como se não bastasse, ainda existem os estudos de Lockwood e Froehlich que mostram a diminuição da atividade solar nos últimos 20 anos, pelo menos, reiterando a não participação dos raios solares no fenômeno do aquecimento global, AQUI. Agora, se a atividade solar está diminuída nos últimos 20, como pode haver aumento da incidência de raios cósmicos.

Sento e espero o resultado desta luta.

Continua...